Aparecer na primeira página da pesquisa orgânica do Google é uma necessidade para quem quer vender e o objetivo de todo mundo que produz conteúdo digital. E, para isso, as estratégias de SEO (sigla em inglês para o termo Otimização para Mecanismos de Busca) hoje já são conhecidas por todo mundo que opera nessa área.

Mas, com as constantes mudanças no algoritmo do buscador mais acessado da web, muita gente se pergunta o que ainda vale e o que já virou mito quando se pensa em conteúdo para rankear bem no Google.

Para começar, é preciso olhar a fotografia grande e entender o contexto macro das mudanças dos algoritmos do Google. Em 2011, a empresa estreou o Panda, o algoritmo no qual o buscador apostava suas fichas para oferecer aos usuários uma experiência com resultados relevantes. 

O que o Panda trouxe de novidade quando começou a ser utilizado foi sua operação utilizando fatores específicos para rankear as páginas em uma busca: palavras-chave, valorização das áreas nobres do conteúdo (como título e primeiros parágrafos), uso de subtítulo (conhecido como H2 em linguagem HTML) e alguns outros itens, se tornaram fundamentais para um bom rankeamento nas pesquisas.

Porém, a partir de 2015, com a estreia de outro algoritmo, o RankBrain, a lógica de formatação de uma boa estratégia de SEO ficou mais complexa. O Panda passou a existir e analisar as páginas em conjunto com o novo algoritmo que, para oferecer uma melhor experiência ao usuário, faz uso de inteligência artificial em seus critérios de rankeamento.

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Mas e o que mudou?

Com a Panda e o RankBrain operando simultaneamente, o segundo passou a ser mais decisivo do que o primeiro para se conseguir um bom rankeamento. Na prática, isso significa que critérios como o uso de palavras-chave ainda têm relevância para um bom rankeamento, mas produzir conteúdo de qualidade se tornou mais importante.

Isso acontece porque o grande objetivo do Google é que os usuários consigam ter as perguntas digitadas na barra de pesquisas respondidas. Tendo isso em vista, tornou-se mais importante avaliar os aspectos relativos à qualidade dos conteúdos – como o faz o RankBrain com sua inteligência artificial – do que se prender a métodos simplesmente matemáticos como os do Panda.

E como proceder?

Para conseguir rankear bem no Google hoje em dia, a principal orientação é que o conteúdo não seja feito para ser escaneado por um algoritmo, mas sim para ser lido por seres humanos. Como o RankBrain é dotado de inteligência artificial, sua função é buscar, nos conteúdos, aqueles que realmente respondem às perguntas dos usuários.

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Ou seja, ter um conteúdo de qualidade, com bom nível de aprofundamento, que seja apontado por links originários em páginas com autoridade e compartilhado em redes sociais se tornou muito importante. O RankBrain deu ao Google uma excelente interface para conseguir entender o comportamento humano durante uma pesquisa e usar isso para antecipar as ações do usuário e, assim, oferecer respostas aos questionamentos feitos nas buscas de forma eficiente.

Portanto, para ter resultados mais efetivos, uma boa estratégia de SEO deve, basicamente, resolver um problema, responder a uma pergunta de uma forma bem fundamentada e se utilizando de recursos como, por exemplo, apontar link para sites de relevância e autoridade reconhecidas para sustentar a argumentação.

Mas isso não significa que o Panda tenha deixado de operar. Ele funciona mais como um garantidor de que algumas regras pelas quais o Google tem muito apreço não sejam quebradas, como uma espécie de juiz de futebol: ele pode não ser o responsável por uma grande partida, mas está de olho para que os princípios esportivos sejam respeitados.

Por isso, entre os pecados que você não deve cometer para evitar ser empurrado para o fundo dos resultados das buscas estão:

  • Produzir conteúdo pobre de conteúdo, sem profundidade e que aponte links para páginas de baixa credibilidade;
  • Criar conteúdo com título exagerados para atrair leitores, mas que, na verdade, tenham pouco ou nada a acrescentar aos usuários (os famosos caça-clique);
  • Exibir quantidade excessiva de anúncios na página.

É claro que um título bem pensado e o uso de palavras-chave continua valendo. Mas o grande peso para rankear bem no Google hoje em dia, vem da produção de um conteúdo bem escrito, organizado e fundamentado.

Fábio Andrade – Formado em Comunicação Social/Jornalismo pela Ufes, com experiência em redações jornalísticas e atuação também em assessoria de imprensa. Possui formação em Gestão de Mídias Sociais pela Federação Espírito-Santense de Tecnologia (Fest/Ufes).

 

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