Por Dani Klein

Ei! Sabe o Marketing que você conhece? Subiu no telhado! Não, eu não estou falando das tradicionais estratégias como anúncios em impressos, panfletos, outdoors. Para falar a verdade, talvez mude menos o impacto a partir de agora para esse tipo de propaganda do que para o marketing digital.

O discurso dos profissionais de comunicação digital era contundente ao afirmar que se o público estava no Facebook, a marca também precisava estar. Aos poucos, e na marra, o número de empresas que aderiram à ideia foi crescendo. Muitas surfaram e ainda surfam na onda espetacular desse mundo virtual. Comemorava-se ao se atingir os 100 mil e depois o 1 milhão de fãs. Quantos mil compartilhamentos conseguimos, era um dado apreciado nos relatórios.

Deu tão certo que atualmente é difícil achar uma marca que não tenha uma página no Facebook. Só que isso é velho, não corresponde mais a busca do seu cliente e não impacta em mais nada o que interessa a sua empresa: branding e vendas. Sendo assim, não adianta ser legal e colocar carinha de gatinho dengoso dando “bom dia” ou parabenizar em datas comemorativas. Isso deixou de ser novidade e, pior, chega a ser frustrante para quem realmente sua marca está querendo se relacionar (ou deveria querer).

Ou você oferece conteúdos ricos para que seu público encontre o que precisa, ou sua marca será tão desnecessária quanto aquela velha máquina de escrever do seu avô. Consumidor quer ter acesso e compartilhar seus valores para saber se realmente se encaixam com os dele, quer consumir de quem tem autoridade, mostra profundo conhecimento dos problemas e das soluções que precisam, fora isso, é guerra de preço e conveniência.

Então, se lembra do tempo que aquela marca perdeu quando pensava que estar nas redes sociais era bobagem? Agora ela entrou, demorou tanto que atualmente simplesmente fazer post não é proporcionar uma boa experiência para o seu público. Mas, ela mantém a carinha de feliz e coração nas respostas do usuário, seja porque quem cuida é a sobrinha, seja porque a gerente da área sabe pouco ou quase nada do marketing digital e prefere usar técnicas de publicidade que aprendeu há 10 anos, ou mais.

Pense bem. Se você oferece um produto ou serviço que é bom, estude quem o usaria, quais são as dores desses potenciais clientes. Crie empatia! Gere confiança, antes, durante e depois da compra. Não é relacionamento de elevador, é amizade! A comunicação está mudando junto com a velocidade da internet, e se a marca achar que pode demorar para se reposicionar com o que está valendo no marketing hoje, ela morre! Em quanto tempo? Não sei! Mas já está além do 4G. Inove!